Carta à moça que está pensando em acabar com a própria vida

Não existe na espécie humana essa situação do tipo "não há saída". A vida e o mundo estão cheios de saídas para todas as situações. E quando elas não estiveram lá, à vista, a gente inventa uma saída nova.

Recebi na sexta à noite a seguinte mensagem, por e-mail, de uma leitora do Blog:

“Oi, Adriano. Tenho lido teu Blog e tenho um pedido a fazer. Se não der para responder, tudo bem.

O tema seria sobre suicídio. Esse pensamento não sai da minha mente, só não achei um meio eficaz de fazê-lo. Não tenho alegria em viver, nada dá certo, meu ex companheiro tem outra pessoa apesar de estarmos juntos, não consigo levar adiante meus projetos, tenho medos que não sei explicar. Para muitos, isso é frescura. Mas o dilema que tenho dentro de mim é muito grande. Não acrescento nada na vida de ninguém, nem na minha. Como dependo financeiramente do meu companheiro, ele se acha no direito de dizer e fazer o que quer, apesar de estarmos juntos. Eu me culpo por não ser mais independente mas tem algo que me boqueia. A única saída que encontrei é sumir do mapa, pois aí não deixo ninguém preocupado comigo.

Ninguém tem culpa dessa decisão que eu vou tomar, ela é só minha. Eu não sou feliz, não produzo nada de bom, não tenho filhos, a dor que minha família vai sentir passará logo. Desculpa por estar escrevendo isso, talvez você nem dê bola para o que escrevi. Bom fim de semana e continue amando a tua família.”

Minha amiga, eu pensei um bocado em você e nessa mensagem aí em cima. O suicídio, como todo tabu, seria melhor compreendido por todos nós se o debatêssemos mais, se falássemos mais sobre ele. A gente não fala sobre essa decisão radical e derradeira de por um ponto final em si mesmo. Então o entendemos de maneira mais estreita e rasa do que poderíamos. Exatamente por isso, o que vou lhe dizer a seguir é apenas o que eu penso a respeito.

Na vida, devemos regular nosso motor para rodar com apenas um tipo de combustível: a estima que temos por nós mesmos. No fundo, só podemos contar mesmo é conosco. Nossos pais morrem – e não necessariamente nos amam como gostaríamos. Nossos companheiros vem e vão, chegam e vão embora – é assim que funciona. Nossos filhos também, quando os temos. Eles são do mundo, não são nossos – como reza um dos tantos clichês sobre a maternidade e que são a mais pura verdade. Os amigos, da mesma forma, estão sempre passando, estamos apenas cruzando com eles pela vida. No fim das contas, a única pessoa que estará com você na hora da morte, seja ela natural, por acidente ou planejada, será você mesma. Portanto, a única pessoa que a acompanhará vida afora, por todos os momentos, também será você. O que quero dizer com isso? A relação mais importante que você tem a nutrir na vida é com você mesma. Você precisa fazer coisas que a façam sentir orgulho de si mesma, desenvolver estima por quem você é, se engajar em projetos interessantes que lhe tragam a alegria de viver que você alega ter perdido. É necessário agirmos para ajeitar a vida de um jeito que nos dê prazer, que nos faça sorrir minimamente. Precisamos ser nossos melhores amigos, precisamos aprender a gostar de nós mesmos acima de todas as coisas, precisamos cuidar da gente. Mesmo a pessoa que mais lhe ama nessa vida entrega a você só uma fração da sua afeição, da sua atenção. Você, em contrapartida, ocupa, para o bem e para o mal, 100% do seu próprio radar. Você acorda e dorme consigo mesma. Então essa relação tem que ser boa. Tem que ser a melhor possível. Essa é a primeira coisa que tenho a lhe dizer: o problema está sempre dentro da gente. E a solução do problema também. A fonte da angústia nunca está lá fora, nos outros, como gostamos de acreditar. As coisas não são como elas são – elas são como a gente as vê.

Outro ponto: a autoestima começa pelo item mais básico – ser capaz de viver de modo independente. Ser um indíviduo autônomo, que não depende de ninguém para existir. Isto signifca duas coisas: no plano emocional, não coloque a sua felicidade no colo de outra pessoa. Temos que ter a capacidade de ficar sozinhos. E, sobretudo, a capacidade de trocar de parceiro quando esse for o caminho, de procurar outros companheiros que nos façam mais felizes. Sua vida e sua felicidade pertencem a você e a mais ninguém. No plano do dia a dia, ser um indivíduo autônomo significa não colocar a sua sobrevivência no bolso de outra pessoa. Não ser capaz de pagar as próprias contas, de gerar o próprio sustento, é uma fonte inesgotável de sentimentos que não colaborarão em nada com o respeito que você tem que sentir por si mesma. Você tem medo da vida, de crescer, de virar um ser adulto, de tomar as rédeas da sua própria existência, da comandar sua própria vida, de assumir responsabilidades, de pagar suas próprias contas? Bem vinda ao clube! Enfrente esse medo. (Aliás, enfrente qualquer tipo de medo que lhe paralisar. Não deixe que nenhum deles assuma o controle. Nunca. Contra ataque.) E lembre-se, acima de tudo, de que o caminho é sempre longo. E que o jeito de se avançar por ele é um passo de cada vez. Uma degrau depois do outro. Uma pequena vitória colocada sobre outra.

Por fim, a ideia do suicídio, quando se impõe de fato a uma pessoa, me parece sempre como um breu que a impede completamente de enxergar todas as milhares de possibilidades sensacionais que há à sua frente, ao seu lado. A ansiedade, a depressão, a extrema tristeza, a grande angústia, a falta de estima por si mesmo, o medo de sair do lugar obnubilam a visão. E a criatura deixa de ver que simplesmente não existe na espécie humana essa situação do tipo “não há saída”. A vida e o mundo estão cheios de saídas para todas as situações. E quando elas não estiveram lá, à vista, a gente inventa uma saída nova. Veja:

Há 3 bilhões de homens no planeta para você namorar, flertar, transar, casar, esnobar, beijar, fornicar, conversar, curtir.
E há mais de 3 bilhões de mulheres – caso seu paladar seja amplo o suficiente!
Há pelos menos uns 100 países maravilhosos para você conhecer, trabalhar, estudar, ir ver qual é, dar um tempo, imergir, recomeçar.
Há centenas de atividades para você conhecer, se engajar, aprender, se desenvolver, dominar, amar, se realizar, fazer diferença.
Me diga: do que você gosta? O que lhe faz feliz?
Você precisa se conhecer. E se respeitar.
Corra atrás de si mesma – e não para longe de si.
E caminhe em direção ao sol – e não à noite. Trata-se de uma escolha. Está na sua alçada decidir, acredite.
Me parece que, no seu caso, é hora de começar a viver. Não de acabar com a vida.
Perceba como uma vida só é curta demais para todas as delícias que a existência pode nos proporcionar. Você tem a sorte de ser gente – de não ser uma pedra ou uma minhoca. De ter dentro da caixa craniana um cérebro que a evolução demorou milhões de anos para construir e depurar. Sinta-se feliz com isso. E use-o sem dó! Saia da inação, da inércia, e trate de aproveitar o seu tempo para deixar uma marca por onde passar. Sua vida é um romance que você escreve todo dia. Corra o risco de apimentar essa trama.

Essas coisas todas não são fáceis de fazer, admito. Algumas delas, para a maioria das pessoas, são impossíveis de realizar sozinhas. Bons psicólogos estão aí para isso mesmo. (Eu evitaria os remédios que anestesiam e não resolvem, se me permite dizer.) Agora, se você está tentando mandar um recado a alguém, usar talvez de chantagem com alguém ao tocar nesse assunto tão nevrálgico, colocando a si mesma como isca do blefe, na tentativa de angariar compaixão e amor, ou de se vitimizar para gerar culpa no outro, aí lhe digo que o jeito mais eficaz de dizer alguma coisa a alguém é sempre simplesmente procurar essa pessoa e dizer a ela o que você tem a dizer. De modo reto. Ouvir o que ela tem a dizer de volta. E seguir vivendo. Sem raiva nem remorso, sem sentimentalismo e sem auto comiseração – coisas que costumam não levar a lugar nenhum.

Boa sorte em tudo, querida. Desejo a você uma vida longa e feliz.

Post originalmente publicado em Exame.com

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0 Comentários.

  1. Como sempre seus textos são ótimos!
    E pra pessoa que está tentando se matar, afaste as coisas ruins da sua vida e vá viver! Capacidade com certeza você tem! Boa sorte, garota!!!Seja feliz!

  2. Fagner Siriani Bastos

    Parabens por sua capacidade de discernimento e analise.
    Concordo que os textos são sempre ótimos!!!

  3. Já pensou em ser psicólogo? Eis um texto bom para quem, não só ela mas até eu, precisa de algumas palavras sobre a vida e o tudo mais.

    Se a menina da carta lê a seção de comentários daqui, vou deixar uma dica: se suícidio resolvesse algo realmente, seriam poucas pessoas neste mundo para conversar.

    Viver é bom, não tanto quanto gostaríamos que fosse, mas é bom. Como o Adriano diz no texto, o melhor é usar de algo para aprender a ter uma boa autoestima, gostar do que faz. Não só um psicólogo (e concordo com ele, melhor psicólogo que remédios) mas um hobby também ajuda a se sentir melhor consigo mesma. Escreva poemas, ande de bicicleta, faça algo próximo da sua casa de diferente. Mas faça. Ficar parado é realmente um passo para a baixo estima.

  4. André Luís Macedo Nunes

    “Parabens por sua capacidade de discernimento e analise.
    Concordo que os textos são sempre ótimos!!!” [2]

    Há muito tempo que passo pelo blog sem deixar nenhum comentário, e comento justo aqui, quando não tenho palavras para descrever a grandiosidade desta carta! Deixo-te minha admiração, Adriano.

  5. Adriano, vou tomar a liberdade de divulgar esse post a quantos estiverem ao meu alcance. Parabéns! Ótimo texto, sem rodeios, desculpas ou meias-palavras.

  6. Sérgio Werneck de Figueiredo

    À moça que imagina solucionar algo acabando com a única coisa que tem,
    Seja benvinda ao mundo dos mortais; Se alguém não gosta do que você é, pior para ele, pois acaba de perder a oportunidade de te conhecer melhor e ser feliz.
    Sua ingenuidade sobre a vida fez com que se assustasse com inseguranças e dúvidas e te levou a dias de reflexão pesados.
    Você está reagindo e em breve descobrirá que junto com suas incertezas aparecerão coragens e curiosidades, ou você não quer saber o que te aguarda no dia de amanhã?
    Olha que eu acabo com a minha vida! É a mais inútil das ameaças (ou chantagens) que você faria a alguém. Você está apenas atestando o valor que pensa dar a si mesma.
    Experimente dizer: “Se você despreza, há muitos que valorizam, inclusive eu mesma!”
    Acredite, meu amor, quem escreve como você e é capaz de blogar com o Adriano terá, seguramente, iniciativa para muita coisa boa na vida.
    Por exemplo, você quer me escrever? Autorizo ao Adriano a te dar meu email, e aí, vai?
    Logo abaixo, mando o prefácio do livro “O Encontro Marcado” de Fernando Sabino, escrito por Hélio Pellegrino.
    Quando a maturidade começou a incomodar minha ingenuidade, li esse livro e seu prefácio e comecei a descobrir fraquezas, incertezas, independência e a beleza de viver.
    Não tema o feliz encontro com sua vida real; Você sobreviverá!
    Obrigado, Adriano, pelo espaço.
    Abraços

    “O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar-se a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo na sua libérrima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganhado ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece o seu nome.” (Hélio Pellegrino)

  7. Adécio Tenório de Vasconcelos Sobrinho

    Adriano,

    Perfeito! Vamos sugerir a leitora que “acabe mesmo sua própria vida” e inicie outra. Acho que o toque vale para todos nós! Vida, projetos, trabalho, sonhos, ideias, familia, amigos. Tudo pode ser renovado, resgatado e revitalizado. Basta a gente chutar esse balde de desânimo e seguir em frente. Parabens pela abordagem e pelo tempo dedicado ao assunto. Pouca gente fala sobre de maneira tão aberta. Muita vezes quando pensamos em largar carreira e mudar o eixo profissional o que se houve é: “tais louco, isso é um suicídio profissional, você vai acabar com sua carreira” e coisas desse tipo. E aí, a gente deixa por isso mesmo e vai seguindo infeliz! Mas há vida após o expediente, sim!

  8. Érika Cavichioli Barbosa

    Tive depressão há alguns anos, e tudo isso me lembra aquele momento. O que posso dizer é que sempre me ajudou a letra da música que diz: “pois a natureza é isso, sem medo, nem dó, nem drama” Cair na vida é isso, estamos aí para o que der e vier, e assim nos lembramos de que o bom da vida é viver o que ela tem para nos oferecer e saborear tudo aquilo que nos é apresentado para ter a certeza do que nos faz bem ou não, nos conhecendo e nos aceitando como somos.

  9. Parabéns, você traduziu nesse texto muitos sentidos que a vida tem e ainda deu alternativas para “viver com amor e prazer”.
    Para a moça da idéia do suicídio, ou qualquer outra pessoa, eu ainda acrescentaria mais, busque Deus!

  10. JOSÉ EWERTON SANTOS FILHO

    Minha amiga que quer se matar, a vida tem dessas coisas, mas lembre-se que pode estar atravessando uma fase ruim, mais isso, certamente, não durará para sempre, essa é a unica certeza. Tempos melhores virão. Procure um bom médico, tome um antidepressivo, os mais novos tem pouquíssimos efeitos colaterais. A maioria das pessoas não sente nada. Pratique um esporte aeróbico. Em dois meses de atividade física estará livre desse mal. Se fosse tão inútil como vc acha que é, não estaria lendo este espaço do executivo ingênuo. Quanto a seu companheiro, o que faz um passarinho quando perde um grão de arroz que estava no bico? vai imediatamente atrás de outro. Não são os homens tão numerosos quanto os grãos de arroz? Boa sorte minha amiga, lembre-se da atividade física, natação, eu sugiro.

  11. Augusto Barbosa Lima

    Adriano,
    Só uma fala para você:
    Felizes devem ser as pessoas que contam com sua amizade.
    Valeu velho, e muito, o que você disse para a moça.

  12. izaura jardim porciuncula

    Oi Adriano, hoje que consegui ler teu post, por sinal muito bem debatido um tema que é difícil de julgar ou dizer algo. Li umas três vezes para entender nas entrelinhas o que ela queria dizer realmente, se o problema dela em querer tirar a vida era por causa de um amor não correspondido ou outra coisa. Pelo que pude analisar, não sou psicologa, mas a angustia dela é bem maior do que um amor, pelo que você descreveu ela falou em suicídio, mas será que não seria a expressão acabar com tudo? será que ela não gostaria de morrer de morte matada ou morrida,(assassinato ou doença)?Ela disse que já tentou, mas se tivesse tentado tudo ela conseguiria.Teus conselhos foram ótimos, e dos leitores também, mas imagino a dor, o dilema que essa garota deve sentir, não sei que idade ela tem, mas muitas vezes essa impotência que ela diz ter frente a vida, esse não poder fazer muita coisa, como se estivessemos colados na cadeira, é um sentimento frustrante.Sei disso por que passo por momentos assim, não tanto quanto ela. Imagino o que a família dela sabe sobre o que ela está passando, o que ela está sentindo, o que ela ja tentou fazer? Será que acham que é frecura de quem não quer fazer nada? pode até ser. Mas será que essa garota não está pedindo SOCORRO, e ninguém escuta?pois a vida pode estar perfeitamente normal em sua volta , mas por dentro como ela se sente? Quanto ao ex marido, namorado seja lá o que for, ela tem que mais é colocar um ponto final nessa relação e serem só amigos se for possivel, pois com certeza não está sendo bom para ela, talves nem para ele ter que escolher entre duas pessoas. Quando você fala no fim do texto que ela pode estar usando esse espaço para chantagear, vitimizar e deixar um sentimento de culpa, acho que não é assim, pois não sabemos se ele le teu blog, não sabemos se ela já conversou com ele sobre os sentimentos, provavelmente não. Na minha opinião ninguém se expõe publicamente seu drama, mesmo sem ser citado o nome para que outra pessoa fique com pena, pois esse é o pior sentimento. Ainda falando sobre seu ex ter outra pessoa ao mesmo tempo que ela, por que os dois não se separaram de vez? algum sentimento existe. Dizem que podemos amar ao mesmo tempo várias pessoas ao mesmo tempo, até pode ser mas o tipo de amor é diferente, e muitas vezes temos que decidir com quem queremos ficar, e cortar o mal pela raiz.Espero que ela não tome nenhuma decisão drástica, que procure ajuda, e que siga os conselhos dos leitores. Uns conseguem sair da depressão mais rapido do que outros, por isso não podemos julgar.
    Adriano que continue tento esse espaço para que pessoas possam debater temas delicados.
    Felicidade para a familia.

  13. Ana Márcia Della Líbera

    Adriano acabei de receber essa mensagem em meu email, por uma grande amiga que é sua seguidora há algum tempo. A princípio, fiquei assustada com o tema e no final sai extasiada com tantas palavras simples e pertinentes em um único texto. Pensei logo, esse é um cara abençoado! Abençoado por ter nos dito com simplicidade a essência da vida. Quando pensamos em “dar cabo da vida”, na verdade estamos buscando uma solução imediata para um problema que está nos exigindo um pouco mais de energia.
    “Amiga” em primeiro lugar se me permite lhe dar uma sugestão, Edward de Bono dizia que muitas vezes para termos um insight é necessário distrair a mente e o corpo, desfocar para que se possa reorganziar, a solução poderá vir. Enquanto, a solução não vem de imediato invista seu tempo em coisas que lhe proporcionarão ter mais energia (como exercícios físicos) e sem sombra de dúvidas procure um psicólogo competente para que você possa se conhecer melhor, suas forças, fraquezas e possibilidades. E tenho certeza há muitas posssibilidades, depende apenas de você. Pense nisso!
    Adrianooooooooooo adorei!!!!!

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